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Banco de Olhos

O Banco de Olhos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) iniciou suas atividades oficialmente em setembro de 2013. Está instalado nas dependências da Área de Transplantes de Multitecidos (ATMIT - INTO), área que compreende 3 bancos: osso, pele e olho. Atua seguindo os padrões internacionais e nacionais, sendo a instituição com o maior potencial de captação de doadores de tecidos oculares no Estado.

Atualmente, mais de 7.500 pacientes esperam por um transplante de córnea para a reabilitação visual. Desse total, mais de 800 pacientes encontram-se no Estado do Rio de Janeiro.

 

  - Saiba mais sobre o Banco de Ossos.

  - Saiba mais sobre o Banco de Pele.

O que é a córnea?

A córnea é um tecido transparente que fica na parte da frente do olho (para exemplificar, podemos compará-la ao vidro de um relógio ou a uma lente de contato). Se a córnea se opacifica (embaça) a pessoa pode ter a visão bastante reduzida ou, às vezes, até perder a visão.

 

O que é o transplante de córnea?

Os transplantes permitem que pessoas com alguma deficiência visual por problemas de córnea recuperem a visão. Durante um transplante de córnea, o botão (ou disco) central da córnea opacificada (embaçada) é trocado por um botão central de uma córnea saudável. Esta cirurgia pode recuperar a visão em mais de 90% dos casos de pessoas que têm alguma deficiência visual por problemas de córnea.

 

O olho, como um todo, pode ser transplantado?

Não. Somente alguns tecidos oculares, como a córnea e a esclera, e células-tronco da córnea, podem ser utilizados com fins terapêuticos.

 

O que são os Bancos de Olhos?

São instituições responsáveis pela retirada, transporte, avaliação, classificação, preservação, armazenamento e disponibilização dos tecidos oculares doados.

 

Por que os procedimentos de processamento dos tecidos oculares doados, desde a retirada, precisam e devem ser executados pela equipe do Banco de Olhos?

Porque só os Bancos de Olhos estão preparados para realizar o necessário controle de qualidade dos tecidos oculares doados que serão distribuídos para transplante. Esta é a única maneira de garantir que os procedimentos de processamento serão feitos de maneira ética e com segurança.

 

Qualquer pessoa pode ser doadora de tecidos oculares?

Sim. Independente da idade e do uso de correção visual (óculos ou lentes de contato), ou de alguma possível doença. Os distúrbios de refração (como miopia, hipermetropia e astigmatismo) e outros distúrbios visuais (como catarata e glaucoma) não impedem a doação.

 

A retirada dos tecidos oculares provoca alguma deformidade no doador?

Não. Os tecidos são retirados de acordo com técnica cirúrgica que não deixa vestígios. A doação não modifica a aparência do doador.

 

Até quanto tempo após o óbito os tecidos oculares podem ser retirados?

O ideal é que os tecidos oculares doados sejam retirados até 06 (seis) horas após o falecimento. Por isso, o Banco de Olhos deve ser avisado rapidamente. Mas, caso haja resfriamento do corpo este prazo pode ser maior (em alguns casos, pode ser de até 24 horas).

 

Se alguém quiser, em vida, doar uma córnea para um familiar inscrito na lista de espera para transplante de córnea, poderá?

Não. No caso da doação de córnea, este tipo de procedimento não é realizado e não é permitido por lei.

 

Como são utilizados os tecidos oculares doados?

Para fins terapêuticos (de recuperação dos pacientes inscritos em lista de espera). A córnea, a esclera (parte branca do olho) e as células-tronco da córnea podem ser utilizadas com finalidade terapêutica. Cada doador pode beneficiar vários pacientes, se, além das córneas, a esclera e as células-tronco forem utilizadas (o que é rotina nos Bancos de Olhos).

Os tecidos que, por algum motivo, não puderem ser utilizados em cirurgias, serão utilizados em pesquisas (aprovadas por Comissão de Ética) ou ensino.

Os tecidos oculares doados jamais são desprezados. Todos têm uma finalidade.

 

Após o óbito, existe algum cuidado que deva ser tomado para que as córneas não sejam danificadas?

Sim. Manter as pálpebras bem fechadas e, se possível, colocar gelo sobre os olhos (tomando cuidado para que as pálpebras estejam, sempre, bem fechadas e para que o gelo não provoque um peso excessivo sobre os olhos).

 

É seguro para o paciente receber um tecido ocular doado? Existe a possibilidade de transmissão de alguma doença?

Não há riscos de transmissão de doenças, pois os Bancos de Olhos cumprem "Normas Médicas Internacionais" e, no Brasil, "Normas Técnicas para o Funcionamento dos Bancos de Olhos" - da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, Ministério da Saúde -, que garantem o correto controle de qualidade com relação aos tecidos oculares doados.

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