Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Humanização > Comite Espiritual e Religioso
Início do conteúdo da página

Comitê de Reconforto Espiritual e Religioso - CRER

A importância da espiritualidade na recuperação da saúde.

A OMS se propõe a coordenar programas de saúde para as comunidades e reconhece que todas as populações têm problemas orgânicos, mentais, sociais que envolvem crenças, hábitos e ao tratar de saúde, sentiu-se obrigada a fazer referência à espiritualidade.


Ressaltamos que o SUS se constitui como uma política de saúde que visa à integralidade, a universalidade, a busca da equidade e a incorporação de novas tecnologias, saberes e práticas. Se desejarmos um atendimento integral do ser humano torna-se imperativo a visão biopsicosocial e espiritual do paciente.

Quando o sofrimento extrapola a relação orgânica, falamos em dor psíquica. O ser humano diante da dor psíquica busca resistência no que esta superior a ele. Busca aliviar, minorar ou até mesmo sanar suas dores e sofrimentos mergulhando intensamente na experiência de fé.

Sendo a espiritualidade uma dimensão do homem, devemos dedicar atenção a ela se desejarmos melhorar nossas práticas em saúde. O apoio espiritual é uma importante estratégia na modificação das práticas centradas nas doenças e em procedimentos e tarefas que não abordam o ser humano de modo integral.

Durante o apoio espiritual utiliza-se a fé como força de vida, de coragem, de autoconhecimento alinhando a transcendência à realidade prática, para mobilização de recursos internos visando à reabilitação física, psíquica e social do indivíduo.

O Comitê de Reconforto Espiritual e Religioso (CRER) tem a finalidade de dar assistência aos pacientes, seus familiares e funcionários, ministrando consolo e esperança, realizando o trabalho de escuta, quando solicitado, como esta previsto na Constituição Federal, artigo 5, Inciso VII, Capítulo I do Título II*, que assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades hospitalares; através da Lei Federal n 9.982**, de 14 de Julho de 2000, que dispõe sobre a prestação de assistência religiosa, que disciplina a prestação de assistência religiosa nos hospitais da rede pública e federal; e conforme está escrito no Capítulo Direito dos Pacientes e Familiares (PFR), constante no Manual de Padrões de Acreditação da Joint Comission Internacional para Hospitais***, que fala que “cada paciente é único, com suas próprias necessidades, capacidades, valores e crenças” e dispõem de outros cuidados com relação aos valores culturais, psicossociais e espirituais de cada paciente.

 

Objetivos do CRER

  1. Oferecer solidariedade, conforto humano e espiritual, respeitando a individualidade e as crenças religiosas de cada um;
  2. Servir de apoio aos familiares de pacientes em situações críticas e de sofrimento;
  3. Desenvolver ações de ajuda espiritual, fazendo com que os profissionais da saúde, independentemente de seu credo religioso, reconheçam os valores espirituais do paciente;
  4. Promover e participar de celebrações religiosas para os pacientes, familiares e servidores desde que solicitado;
  5. Assessorar os profissionais da equipe multidisciplinar na solução de casos em que de algum modo esteja implicado questões religiosas, espirituais e sociais.
  6. Fazer com que o suporte espiritual seja elemento auxiliar terapêutico de valor na assistência aos enfermos.

 

 O CRER é formado por uma equipe de voluntários religiosos, por dois representantes de cada religião, três representantes da comissão de humanização do Into

Estudo científico sobre espiritualidade em saúde

  • Espiritualidade baseada em evidências
  • Vídeo com entrevista dos voluntários feita pelo Canal Saúde


Formulário de voluntário do CRER

 Formulário CRER  


Links

 (*) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

 (**) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9982.htm

(***) Capítulo Direito dos Pacientes e Familiares (PFR), Manual de Padrões de Acreditação da Joint Comission Internacional para Hospitais:

“Cada paciente é único, com suas próprias necessidades, capacidades, valores e crenças. As instituições de saúde trabalham para estabelecer com os pacientes uma comunicação aberta e de confiança e para compreender e proteger os valores culturais, psicossociais e espirituais de cada paciente.

Os resultados do cuidado melhoram quando os pacientes e, quando apropriado, seus familiares ou aqueles que tomam decisões em seu nome são envolvidos nos processos e nas decisões sobre os cuidados, de acordo com suas expectativas culturais.

A promoção dos direitos do paciente em uma instituição de saúde começa com a definição desses direitos e se continua com a educação dos pacientes e profissionais sobre esses direitos. Os pacientes são informados sobre seus direitos e sobre como agir em relação a eles. Os profissionais são preparados para compreender e respeitar as crenças e valores dos pacientes, e para tratá-los com consideração e respeito, protegendo sua dignidade.”

Fim do conteúdo da página