Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

INTO promove inclusão digital como aliada no processo de reabilitação.

Iniciativa integra diretrizes do plano de governo Estratégia de Saúde Digital.

Os pacientes do Centro de Amputados da Área de Reabilitação do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) estão participando do Projeto de Inclusão Digital, promovido pela Área da Política Nacional de Humanização (APNH). As aulas foram reiniciadas neste ano, no dia 05 de março, na sala de computadores da instituição. “O projeto foca no cuidado integral e na reabilitação para a vida, utilizando uma equipe multidisciplinar para promover a autonomia e o protagonismo do paciente frente aos desafios do mundo digital. A inclusão digital é essencial para que o cidadão acesse serviços digitais de saúde e plataformas governamentais, além de fortalecer o acolhimento, a identidade e o sentimento de pertencimento ao grupo”, conclui o professor do curso, David de Oliveira, funcionário da APNH.

O projeto piloto iniciou, em março de 2022, com o módulo 1 que teve foco mais histórico, explicando sobre a Revolução Industrial e História da Tecnologia, introduzindo conceitos básicos do computador, criação de e-mail e navegação na internet. O módulo 2 teve um aspecto mais prático, voltado para ensinamento do Pacote Office, como Word e Power Point, principalmente para aprenderem a digitar documentos. Já o módulo 3, iniciado no final de 2025, tem um foco mais nas necessidades cotidianas digitais, como o aplicativo gov.br, meu SUS DIGITAL, entre outros, que serão ensinados este ano.

A seleção dos pacientes participantes é feita pelas assistentes sociais e psicóloga da Área de Reabilitação, avaliando quem tem interesse, quem está bem psicologicamente e se enquadra no intuito do projeto. "No dia a dia do atendimento percebemos que muitos pacientes encontram dificuldade no uso da Internet para acessar direitos, serviços e informações importantes. É nesse contexto que surgiu a ideia do projeto, como um espaço para aprender, praticar e construir maior autonomia no cotidiano por meio do conhecimento digital”, contam as assistentes sociais Mariana Moreira e Rita Canela.

Muitos pacientes relatam que quando eram mais jovens não tinham oportunidade de fazer um curso de informática, pelo custo. Mas a partir das aulas gratuitas no INTO passaram a ver a importância da vida digital e aprenderam a usar melhor o celular. Foram feitas adaptações de acessibilidade para os amputados de membros superiores, confeccionados pelos terapeutas ocupacionais. "A gente vê a mudança na autoestima dos pacientes, que a partir deste curso descobriram neles um potencial que nem imaginavam. Treinamos o uso do mouse ou teclado com adaptações e com as próteses 3D. Eles se sentem incluídos de fato digitalmente, o que antes pediam para alguém da família fazer, e agora fazem sozinhos. Isso é um ponto importante no processo de reabilitação do paciente”, destaca Sandra Helena Moura, terapeuta ocupacional da Área de Reabilitação do INTO.

Também virou um espaço de convivência e estreitamentos de laços entre os pacientes, o que fortalece o tratamento e a reabilitação. “Depois que encontrei o INTO, mudou minha vida. Faço tratamento aqui há 5 anos e além de toda a reabilitação após a amputação da mão, também melhorou meu astral com todos os projetos que participo, como este que me fez aprender a usar melhor o celular, que antes só usava para ligação e zap”, concluiu o paciente Luiz Henrique de Lima Alves. A paciente Leila de Oliveira Abreu, que faz acompanhamento há 15 anos no INTO, conta sua experiência: "Me tornei monitora da terapeuta ocupacional e auxilio outros pacientes. E essas aulas me fez aprender como usar o aplicativo gov, como fazer assinatura digital, e outros conhecimentos que adquiri”. O paciente Jorge Rocha Oliveira, amputado de parte do braço que faz tratamento há mais de 4 anos do INTO, destacou: “Com o que aprendi, eu pude fazer o convite de aniversário da minha irmã e isso foi muito bom”.


Iniciativa integra diretrizes de plano de governo

Essa ação está em consonância com a Estratégia de Saúde Digital 2020-2028 (ESB28), que visa transformar o SUS através de tecnologia, colocando o usuário como protagonista na gestão de sua própria saúde. Assim, busca facilitar o acesso a dados, permitindo o auto-gerenciamento do cuidado. Para conhecer mais sobre ESB28 acesse https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategia_saude_digital_Brasil.pdf

“Esse trabalho da inclusão digital do INTO promove o letramento digital com o intuito de dar autonomia ao usuário, já que o SUS está sendo digitalizado bem como outros serviços destinados à população. O impacto no dia a dia é o ganho de autonomia, tornando a pessoa protagonista da sua vida na medida que ele aprende a acessar informações e consequentemente pode tomar decisões a partir delas, além de ajudar na autoestima, na adaptação dos pacientes a uma nova rotina e a valorizar a independência. Este projeto está alinhado a diretriz 'Defesa dos Direitos dos Usuários' da Política Nacional de Humanização (PNH)", destaca Michelly Coutinho, chefe da Área da Política Nacional de Humanização (APNH).

 

 12/03/2026

Fim do conteúdo da página